elza mello
terça-feira, 9 de abril de 2013
segunda-feira, 8 de abril de 2013
Código de ética-respeito
Ando muito sentimental.
E agradeço a minha educação por isso.
Tudo me importa, não consigo ver as coisas erradas e acreditar verdadeiramente que não poderia ser diferente.
Acredito que quem abraça a Educação Pública no Brasil e, principalmente no Rio de Janeiro, cidade que amo e moro não pode ser indiferente.
Somos sentimento.
Ser professor não é estar numa cadeira distante dos alunos.Somos muito mais. Como educar sem repreender? Sem conflitos diários?
Ás vezes, somos o único exemplo de uma criança, de um adolescente, o espelho para um adulto que volta a estudar, ou para aquele universitário que espera por em prática tudo que um professor um dia lhe ensinou. Somos amor e compromisso.
A sociedade não tem despertado para isso ultimamente.Cito o exemplo da professora ( diretora) desrespeitada por um aluno.
Para mim, a situação é simples, uma senhora foi desrespeitada por uma criança.
Mas hoje, em dia, tudo é relativo, precisamos sempre procurar ver quem tem ou não razão, quais os motivos que levaram aquela pessoa agir daquela maneira...e vamos perdendo o foco, e tudo vai se transformando na próxima noticia, na próxima indignação temporária.
Cito uma máxima:
Um filho não eleva a voz para seus pais, ainda que deles discorde. Enquanto discutimos a relatividade de tudo...
Vamos assistindo... nas ruas... cenas de total desrespeito...nos lares... nas escolas.
São "tiranos" que gritam, ditam normas a seus pais... desacatam seus professores...apresentam como desculpa a tudo um advogado.
E isto é salutar??????
É evidente que discordar, ir construindo a nossa personalidade, não passa pelo falta de respeito aos outros.
Respeito não pode faltar em nenhuma instituição que se queira forte.
Um aluno não pode desrespeitar sua professora. Esta é a primeira consideração a ser feita.
A segunda, nenhuma pessoa deverá ser desrespeitada por outra.
Mas como trabalhar respeito...
Quando acreditamos que filhos e pais se confundem?
Quando acreditamos que aluno pode desrespeitar seu professor, sua diretora?
Quando acreditamos que matar alguém por se estar bêbedo é conduta temporária?
E nada de me perguntarem, como era na sua época?
Minha época é hoje.
Não podemos, nós, educadores, principalmente, que estamos trabalhando diariamente com o futuro da nação, ficarmos saudosistas alimentando um época que passou. Somos o agora.
Antes que caísse no esquecimento e, depois de já esfriadas as discussões, resolvi escrever sobre o que penso sobre desrespeito.
Não há instituição forte que se construa na falta de respeito.
RESPEITO...
Quando ele falha, não há instituição que se faça forte.
Vamos voltar a dizer... respeite seus pais, obedeça aos professores, não prejudique seu próximo e, talvez, voltemos a ter uma sociedade brasileira sadia.
Porque não estou aqui para apontar soluções.
Quem sabe, isto seja um começo.
Estamos na época da globalização...
Tudo pode?????
Precisamos estar mais atentos a tudo.
Porque tudo bate as nossas portas.
Cabe a nós sabermos escolher o que entra ou não.
Cabe a nós ensinarmos a nossos filhos a dizer não. Ensiná-los o respeito. Ensinar é o que anda faltando.
Na era da globalização acreditamos- será?- que alguém educará nossos filhos por nós?
Não faça nada e verá aonde eles chegarão.
Sem respeito não há diálogo.
Não há família estruturada.
Não há Educação de qualidade.
Sem educação...
Não há povo forte.
Apenas sermos simpáticos a todo e qualquer estrangeiro não nos torna melhor. Somos apenas aquele povinho simpático.
Queremos muito mais.
Parece que estou misturando tudo, mas não estou.
Falo de respeito.
Ainda não disse o porquê de tanta indignação... ela começou de ontem... ontem quando ainda hoje bateram numa senhora professora...
Quando batem em uma professora ferem todos nós. Deixam marcas na sociedade.
Quando a Educação começa a balançar , apesar de todos os índices de melhoria que apontam as mídias, precisamos cuidar dos "filhos da nação" .
Ainda é tempo.
HOJE.
Bjs,
Elza
sábado, 2 de março de 2013
CARINHO
Hoje me senti abraçada.
Dizer que todas as crianças atualmente gostam de computador, nenhuma novidade.
Mas saber que através do seu exemplo, seu filho quer utilizá-lo como instrumento de manifestação do seu pensamento, suas inquietações, seus aprendizados, ser um pouco "janela" das aulas da escola, foi muito bacana.
Acredito na escola pública e defendo-a sempre. Não apenas porque sou professora, mas porque sou cidadã. E, como tal, sei a importância que um país deve conceder a seus professores, médicos e trabalhadores.
Mas voltemos ao meu filho.
Ele é aluno da Escola Pareto.
Ele é a comprovação de que a parceria escola- família sempre dá muito certo.
A Escola possibilita as trocas e a família através, do exemplo, estimula, educa e reforça os muitos saberes que convivem conosco nas paredes vivas de uma escola.
Ele não perdeu a alegria, a espontaneidade e a curiosidade tão necessárias para formarmos crianças saudáveis.
Agradeço a três professoras que diretamente trocaram com ele: Helenice, Suely e Ivana.
Meu Lucas teve muitos problemas. Nasceu prematuro, muito pequeno, ainda não tinha seis meses e minha gravidez teve que ser interrompida. Pressão alta.Perigo para nós dois. Ele brigou pela sua vida durante 4 meses e uma semana no Hospital Pedro Ernesto. Agradeço a todos os profissionais competentes desta instituição que junto com Deus salvaram-no. Mas, isto, é uma outra história.
Lucas me surpreendeu criando o seu blog incentivado pela professora e, claro, incentivado ao me ver escrevendo o blog da minha escola.
Sinto igual abraço quando meus três filhos trocam comigo impressões sobre os livros que estão lendo.
Os três são alunos da Pareto, ou melhor, Matheus e Mariana já foram.
Lucas, pretendo que, como os outros, fique até o 5º ano, último ano de escolaridade da minha escola.
E quero agradecer a uma pessoa que, talvez não saiba, mas me incentivou a fazer o blog, a professora Angela Freitas, responsável pelos blogs das escolas da 3ª CRE. Muito obrigada.Hoje sei que o blog pode ser e ir além do eu imaginava.
Carinho é um toque que nem sempre quem dá percebe, mas quem recebe sempre sabe.
Bjs,
Elza
Dizer que todas as crianças atualmente gostam de computador, nenhuma novidade.
Mas saber que através do seu exemplo, seu filho quer utilizá-lo como instrumento de manifestação do seu pensamento, suas inquietações, seus aprendizados, ser um pouco "janela" das aulas da escola, foi muito bacana.
Acredito na escola pública e defendo-a sempre. Não apenas porque sou professora, mas porque sou cidadã. E, como tal, sei a importância que um país deve conceder a seus professores, médicos e trabalhadores.
Mas voltemos ao meu filho.
Ele é aluno da Escola Pareto.
Ele é a comprovação de que a parceria escola- família sempre dá muito certo.
A Escola possibilita as trocas e a família através, do exemplo, estimula, educa e reforça os muitos saberes que convivem conosco nas paredes vivas de uma escola.
Ele não perdeu a alegria, a espontaneidade e a curiosidade tão necessárias para formarmos crianças saudáveis.
Agradeço a três professoras que diretamente trocaram com ele: Helenice, Suely e Ivana.
Meu Lucas teve muitos problemas. Nasceu prematuro, muito pequeno, ainda não tinha seis meses e minha gravidez teve que ser interrompida. Pressão alta.Perigo para nós dois. Ele brigou pela sua vida durante 4 meses e uma semana no Hospital Pedro Ernesto. Agradeço a todos os profissionais competentes desta instituição que junto com Deus salvaram-no. Mas, isto, é uma outra história.
Lucas me surpreendeu criando o seu blog incentivado pela professora e, claro, incentivado ao me ver escrevendo o blog da minha escola.
Sinto igual abraço quando meus três filhos trocam comigo impressões sobre os livros que estão lendo.
Os três são alunos da Pareto, ou melhor, Matheus e Mariana já foram.
Lucas, pretendo que, como os outros, fique até o 5º ano, último ano de escolaridade da minha escola.
E quero agradecer a uma pessoa que, talvez não saiba, mas me incentivou a fazer o blog, a professora Angela Freitas, responsável pelos blogs das escolas da 3ª CRE. Muito obrigada.Hoje sei que o blog pode ser e ir além do eu imaginava.
Carinho é um toque que nem sempre quem dá percebe, mas quem recebe sempre sabe.
Bjs,
Elza
segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013
Um pouco de história...
Quando tudo começou...
Estava a frente da minha turma e pensava como estabelecer com eles uma relação dinâmica do saber. Era o ano de 1994.
Desejava um diálogo entre professor e aluno.
Já completara a faculdade de Letras/UFRJ e, sabia que precisava estabelecer diferenças no meu fazer, já não era mais a mesma professora.Cresci.
Aprender é caminhar.
Longe de mim imaginar que sem problemas, mas com resiliência.
Aprendi isto ao observar uma plantinha chamada Árvore da Felicidade.É bacana ver seu comportamento após as chuvas ou tempestades.
Abri possibilidades de discussão, aprendíamos e debatíamos o aprendizado.
Foram elaboradas atividades de jogral, peças, tribunais, defesas, diálogos, leituras em voz alta, comentários e conteúdos, é, dávamos conta.
Diante da minha postura, frente a minha turma, agora já na antiga 4ª série do 1º grau, Elisa (diretora) resolveu me convidar para ser regente de Sala de Leitura.
Aceitei o desafio, e não fazia ideia de sua dimensão. Eram 31 turmas, mais de mil alunos.
E, alguns, tenho que acrescentar poucos, colegas, acreditavam, numa torcida patética que eu não daria conta. Também cheguei a pensar algumas vezes assim.Como dar conta de 31 turmas, quando , às vezes, não conseguimos dar conta de uma? Nunca me esqueço dos colegas que torciam pelo meu sucesso. A eles meu muito obrigada.
As atividades que eram "boladas", por mim, só tinham duas saídas: se vitoriosas sucesso da escola; se falhas, resultado único de meu trabalho.
Por muitas vezes, pensei em desistir daquele sonho, mas sabia que jamais o faria.Talvez, porque trabalhar com a formação de leitores fosse um dos meus objetivos enquanto educadora.
Aprendi.
E, talvez, muitas das que torceram contra, ou pior, ficaram indiferentes( acho que não há coisa pior), não o sabem, mas me fortaleceram no aprendizado que vem do erro.
Hoje sou muito melhor do que fui.
Quis aprender...caí... mas quis continuar. E, fiquei na função durante muitos anos. Nela, tenho certeza ,dei o meu melhor.
Nem sempre colhi medalhas, mas pude, na minha verdade, ensinar muita coisa boa para os muitos alunos que passaram por mim. Trocamos, pude ouvi-los saber da verdade deles.
Fomos construindo o aprendizado.
Fomos construindo o aprendizado.
Foi bacana vê-los chegar cheios de sonhos e dividí-los comigo.Torci pelo sucesso de todos.
A sala, fui mudando, e, hoje, ela é o reflexo de um trabalho de transformação. Era , antes, escura, sem vida. Hoje é clara, convidativa.
É, bem verdade, que não estou mais a frente da Sala de Leitura da minha escola. Hoje, estou como diretora adjunta. Porém, continuo educadora. Estou presente.
Ainda me permito sonhar com um belo trabalho de formação de leitores.
A Educação de qualidade não se esgota em um único elemento e, sua ação transcende todos as paredes que possam se tornar obstáculos.
Somos professores.
Desejamos um futuro melhor para nossas crianças e adolescentes. E sonhar é transpor barreiras, é chegar muito antes aonde se deseja estar.
Sonhar é o inicio de realização, que através da ação se concretiza. Ação esta, não livre de tropeços, coberta de pés machucados, mas que continuam a caminhar.
Quem acredita em um país melhor, precisa desenhá-lo primeiro em uma sala de aula, ainda que pequena, em uma escola que acredita na possibilidade de concretizar sonhos.
Bjs
Elza
sábado, 23 de fevereiro de 2013
IMPRESSÕES
sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013
Quem estará aqui sentado?
Pouca importa quem...
São os livros que nos convidam a sentar.
A luz abre a claridade para a leitura.
Somos convidados a participar.
Queremos da vida leitores.
E espalhar sobre a mesa livros... não nos tornará.
Precisamos abrir folhas anteriores guardadas dentro de nós.
E respondermos, somos leitores?
Bjs,
Elza

Pouca importa quem...
São os livros que nos convidam a sentar.
A luz abre a claridade para a leitura.
Somos convidados a participar.
Queremos da vida leitores.
E espalhar sobre a mesa livros... não nos tornará.
Precisamos abrir folhas anteriores guardadas dentro de nós.
E respondermos, somos leitores?
Bjs,
Elza
sábado, 20 de outubro de 2012
REUNIÃO DE SÁBADO NAS ESCOLAS MUNICIPAIS
Nem sei se cabe uma discussão sobre sábado.
Mas vamos lá, porque não sei ficar calada.
Mas vamos lá, porque não sei ficar calada.
Sabemos que toda" unanimidade é burra"...talvez porque não permita a troca... talvez porque parta da certeza de que pensamos igual... talvez porque ser diferente é onde mora a igualdade.
Por isso, ainda que nossa Reunião de sábado tenha sido boa, e foi. Não é legal ter que ir trabalhar no sábado.Até, Deus, descansou no sétimo dia.
Acreditamos que há outras possibilidades.
Não deixamos de ter ninguém, nem passamos a ter mais.Porque responsável preocupado dá um jeito de estar junto, de contribuir com a parceria escola-família.
Mas e aquele professor consciente que trabalha durante toda a semana e seu sábado é da sua família.Talvez, dirão alguns, mas ainda tem o domingo... Que dia!!!???? Este que quando começa já acabou. NEM PENSAR.
Precisamos pensar mais no professor.Este trabalhador que garante a escola pública.Jornada de um professor é desafio.Por isso, acreditamos que as reuniões de sábado poderiam ser segunda, terça, quarta, quinta, sexta, desde que a escola pudesse escolher o seu dia.
POSsIBILIdADeS,
POSSIBILIDADES
poSSIBIlidaDES,
ESTE é o caminho.
Ainda que possamos escrever de várias maneiras.
As possibilidades se escrevem de acordo com o contexto.
As possibilidades se escrevem de acordo com o contexto.
Bjs,
Elza
quarta-feira, 17 de outubro de 2012
DA QUALIDADE NA EDUCAÇÃO
Sempre ou quase sempre que se fala em qualidade na Educação pensamos em recursos materiais.Parece que todo ou qualquer mecanismo transformará em qualidade o que não caminha bem.É importante termos recursos, com certeza.Não há dúvidas... fazer com que a escola se modernize é prioritário.Mas qualificar é trabalhar primeiro o recurso humano.Precisamos de professores que recebam incentivos.Precisamos de salários que expressem a importância que cabe ao professor na sociedade.Precisamos investir na formação do professor.Isto não significa seminários cujos temas se esgotam em um encontro de poucas horas.
Encher salas de computadores talvez transforme em lugar comum o que deveria ser qualidade.Apenas transferir para a tela o que cabia aos livros,aos cadernos; em inúmeras cópias visuais... não é transformar.
O homem, a sua qualidade de formação, é o que vai garantir a diferença na Educação.
Acredito que seja mais ou menos como um hospital/hotel, bonito, bacana, chão com lindos pisos, quadros nas paredes, e o médico? os enfermeiros? investimos na qualidade de formação? Se não, acabamos confundindo qualidade com perfumaria.O bom profissional sabe enxergar de longe a diferença.Tomara que todos saibamos... um dia."...a esperança latente de uma transformação da sociedade que seja capaz de estabelecer um modo de organização mais justos e de promover em nós a consciência necessária para iniciarmos uma nova etapa em nossas vidas."(Leonardo Boff)."Experimentáramos métodos, técnicas, processos de comunicação.Superamos procedimentos.Nunca, porém, abandonamos a convicção que sempre tivemos, de que só nas bases populares e com elas poderíamos realizar algo de sério e autêntico para elas. Daí, jamais admitirmos que a democratização da cultura fosse a sua vulgarização, ou por outro lado, a doação ao povo, do que formulássemos nós mesmos, em nossa biblioteca e que a ele entregássemos como prescrições a serem seguidas."(Paulo Freire).O fazer do professor não pode ser substituído por outro alguém sob pena de que podemos perder o pensar nosso real instrumento de trabalho.Só quem através do pensamento constrói a qualidade em suas aulas sabe que o fazer do professor não é sinônimo de aplicações e apertar de "parafusos" somos muito mais.Crer em nossa importância na sociedade e para ela é nos reconhecermos enquanto trabalhador que faz da sua ação cognitiva seu instrumento diferencial, transformar e formar cidadãos esta é a nossa função social.
Elza
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